Preciso contar que estou de faxineira nova. E outro dia, indo buscar a Laura na escola, fiz uma retrospectiva de todo mundo que passou pela minha humilde residência (sai desse corpo, Michel Teló).
Funcionária #1: Ia 3 vezes por semana, no período da tarde. Era muito boa, silenciosa, como eu gosto. Me tratava muito bem, fiquei mal acostumada . Eu chegava do trabalho e tinha sempre uma comidinha gostosa me esperando. Nunca comi uma torta de frango como a dela. Saiu porque o patrão oficial dobrou o salário para ela ficar o dia todo com ele. Egoísta, ele.
Funcionária #2: Ia um dia fazer faxina e um dia passar a roupa. Tinha uma mania bizarra de tentar calçar meus sapatos quando eu ia sair. Comecei a desconfiar da sanidade mental dela quando acordei uma bela manhã e ela estava sentada na minha cama me olhando. Saiu porque deu piti de ciúme quando a Laura nasceu.
Funcionária #3: Era pra ir 3 vezes por semana. Pediu adiantamento no primeiro dia. Faltou dois dias na segunda semana. Um belo dia me ligou dizendo que não ia mais.
Funcionária #4: O erro que eu nunca quis ter cometido. Conhecida e amiga da família, precisando de trabalho. Ia todos os dias, pela manhã. Saiu porque foi inevitável misturar as estações.
Funcionária #5: Ia três vezes na semana. Era ótima. Andava de motoca com a Laura no apartamento. Ficou quase um ano comigo. Saiu porque arrumou um emprego melhor. Morro de saudade.
Funcionária #6: Ia todos os dias. A única que cozinhava. Foi embora depois que achei sujeira de pelo menos uma semana embaixo do armário. Me chamou de dondoca. Durou 10 dias.
Funcionária #7: Ia todos os dias. Era muito boa. Meio avoada, mas dava conta do recado. Começou a faltar sem avisar, eu estava no início da gravidez da Luísa, precisava de alguém em quem pudesse contar.
Funcionária #8: Ia todos os dias. Mas não deu conta nem do básico. Eu tinha que refazer tudo. O auge foi acordar enjoadíssima pra repassar roupa de trabalho do marido, porque ela não sabia passar roupa, mesmo depois que eu ensinei. E olha que marido trabalha de camiseta polo. Durou um mês. Rendeu muita dor de cabeça.
Funcionária #9: Levei gato por lebre. Foi funcionária da minha avó quando eu tinha um 10 anos. Pediu para ir trabalhar comigo pois estava cansada do outro emprego. Ia durante semana, exceto às quintas, meio período. Por duas vezes encontrei com ela na rua no horário que ela deveria estar em casa. Começou a abusar no meu repouso, no final da gravidez, pois eu não ficava em casa. Ligava pra minha mãe pra tentar resolver coisas práticas da minha casa. O auge foi sair cedo todas as sextas, pois ela tinha faxina em outro lugar. Dei as férias, disse que no retorno conversaríamos sobre o horário. Ela pediu a conta.
Depois disso eu fiquei com uma faxineira e uma passadeira que eu levava e buscava. Até chegar a...
Funcionária #10: Não vou falar. Vai que dá azar!
Imagem daqui.
P.S. importante, mas que não tem nada a ver com o assunto do post: O Blogger sumiu com todas as imagens do blog. Como eu não ia conseguir recolocar todas as fotos das postagens (algumas eu nem sei por onde andam), eu pedi ajuda pra Raquel, de novo, ela arrumou aqui pra mim, e colocou as postagens antigas (sem imagens, que tristeza) neste blog.